Mãe
Era ainda pequenina
No entanto a tua imagem ficou...
Cabelos negros
Do negro mais lindo
Olhos verdes do verde mais lindo
E pele aveludada
Acariciavas-me os cabelos ainda louros
E às vezes
Ó sim! Eu via-te chorar
Enquanto rias
"Chorar e rir?" pensava eu
Entendo bem agora...
O tempo foi passando
E com ele tanta coisa mudou.
Agora sou eu
Que debruçada junto do teu leito
Choro, choro
E não rio
Como estás?
Os cabelos estão agora esbranquiçados
Os olhos já não brilham
E a pele tem as marcas
De uma vida nada fácil.
E é por minha causa
É por nossa causa, ó Mãe
Nós que tudo te devíamos dar
O que fazer?
Sei que às vezes fico triste
Ao ver-te sem a vida
E a cor de outrora
Mas eu quero-te mais
Ó muito mais
De quando eras bela
E me sorrias
E de olhos rasos de água
E a sorrir
Ergo as mãos bem alto
E clamo:
Obrigada, meu Deus
Por ter tal Mãe!
Maria de Lurdes Caldeira Meneses
quarta-feira, 29 de abril de 2009
sábado, 14 de março de 2009
“ Poemas da Natureza”
A Natureza e as suas Vozes
A música das palavras abre as portas da poesia. Estes poemas cantam o palpitar da Natureza. Inicia-se uma viagem ao ritmo do vento, do bater do coração da Terra. Gritos de gaivotas transportam-nos nas suas asas… Campos da cor de limão, ervas trazem o calor do Verão, ovelhas pastam e grãos de trigo estremecem embalados por cânticos suaves de raparigas.
E o rio também canta, bêbado da luz da manhã.
O coração em silêncio descansa numa pedra à espera do próximo voo.
Nas asas de águias a vida acorda, lá onde os dias são sempre belos e a noite é breve. Lá onde as rochas e as praias se unem. Espuma e vento, gemido e voz. Céu e Terra. Silêncio e luar. Palavra e música. Criação. Poema.
As palavras voam nestas folhas, nestes “Poemas da Natureza” e os nossos dias têm o sabor a pólen.
Gostaria que o tempo parasse para poder adormecer neste mundo mágico, nestes “Poemas da Natureza”, sentada na margem do rio onde um pássaro me matasse esta sede imensa do belo, do puro. Terra e Mar, Vento e Sol, Trigo e Papoilas, Poema e Amor.
Manuela Matos
“ Poemas com Animais”
Estes “Poemas com Animais” abrem-nos as portas para a grande festa que é a poesia.
A gaivota traz a promessa de distâncias irreais e no seu riso há mundos insondáveis. O poeta jura que um dia abre a janela e vai viajar com ela. O cágado tem uma infinita calma nos seus movimentos ancestrais. Os galgos são mansos e parecem lírios.
As vozes dos animais são cantos matinais que se estendem pelos campos de papoilas e acordam em nós o desejo de viajar, partir. Partir, viajar nas asas da poesia, num mundo de sílabas, vogais e consoantes sonoras, um fascínio azul.
As vozes dos animais cantam o código da Terra. Só elas sabem a sílaba proibida e o que dizem está antes das vogais, soltam versos inquietos, cantam a noite e a manhã.
Manuela Matos
“
Leitura
É imperioso que o interesse pela leitura não seja afectado pela metodologia do docente. Se na escola, ou fora dela, não existirem estímulos suficientes para a leitura, a criança nunca mais lê, ou lê pouquíssimo. É, pois, necessário criar na criança o prazer, o fascínio pela leitura, levando-a a viver com mais intensidade as suas experiências. Ler deverá ter o fascínio de uma leitura apaixonada: não é um dever escolar.
É essencial que as actividades da leitura apareçam como vitais. É essencial que se criem e explorem situações pedagógicas que tornem palpável a necessidade de recorrer à leitura.
O docente deve incutir toda a confiança aos alunos através de um apoio adequado e uma cuidada atenção, de modo que eles comecem a sentir os seus progressos e o domínio da Língua.
O docente deverá estimular na criança uma capacidade leitora, crítica e imaginativa, que seja original, pessoal, não subordinada a outros. Deve também proporcionar leituras de qualidade, variadas.
A leitura ocupa um lugar muito importante no processo educativo, ou seja, no desenvolvimento e no aproveitamento escolar do aluno.
No mundo dos nossos dias, um mundo de tecnologias e de stress, de audio-visuais e de incertezas, somos levados a pensar que a era da escrita terminou. Trata-se de negar o prazer tão especial que se pode experimentar em ler/escrever: conhecer os outros, captar outras experiências, ler nas entrelinhas de um texto lírico e saborear o ritmo das palavras.
À escola cabe a tarefa de proporcionar tempos e espaços de leitura diversificados e atraentes e oferecer actividades regulares de leitura e de contacto com o livro.
É preciso que o professor leve para as suas aulas todos os tipos de textos escritos e utilize práticas diferenciadas para os vários tipos de leitura.
A escola, a quem cabe um papel importante neste processo, tem de ser alertada para o âmbito interdisciplinar que a leitura abrange e tomar iniciativas que visem o desenvolvimento e o gosto pela leitura.
Manuela Matos
É essencial que as actividades da leitura apareçam como vitais. É essencial que se criem e explorem situações pedagógicas que tornem palpável a necessidade de recorrer à leitura.
O docente deve incutir toda a confiança aos alunos através de um apoio adequado e uma cuidada atenção, de modo que eles comecem a sentir os seus progressos e o domínio da Língua.
O docente deverá estimular na criança uma capacidade leitora, crítica e imaginativa, que seja original, pessoal, não subordinada a outros. Deve também proporcionar leituras de qualidade, variadas.
A leitura ocupa um lugar muito importante no processo educativo, ou seja, no desenvolvimento e no aproveitamento escolar do aluno.
No mundo dos nossos dias, um mundo de tecnologias e de stress, de audio-visuais e de incertezas, somos levados a pensar que a era da escrita terminou. Trata-se de negar o prazer tão especial que se pode experimentar em ler/escrever: conhecer os outros, captar outras experiências, ler nas entrelinhas de um texto lírico e saborear o ritmo das palavras.
À escola cabe a tarefa de proporcionar tempos e espaços de leitura diversificados e atraentes e oferecer actividades regulares de leitura e de contacto com o livro.
É preciso que o professor leve para as suas aulas todos os tipos de textos escritos e utilize práticas diferenciadas para os vários tipos de leitura.
A escola, a quem cabe um papel importante neste processo, tem de ser alertada para o âmbito interdisciplinar que a leitura abrange e tomar iniciativas que visem o desenvolvimento e o gosto pela leitura.
Manuela Matos
Eu e o Livro…
Esse momento mágico
Único
Esse momento pleno
Em que o livro me toca
E me abre a alma
Esse instante só meu
E no entanto tão rico
Tão fértil
Eu e o livro…
Uma união
Uma comunhão
Um momento
O livro está lá
Presente
Oiço as letras correr
Atropelando as linhas
Conversando com a lua
Namorando com o sol
Vozes cruzam-se
Olhares enamoram-se
E um beijo
Cruza toda a página
Baloiço
Danço
E a minha voz
Faz eco na capa do livro
As horas passam
E eu fico
Na margem desta folha…
A professora,
Manuela Matos
Esse momento mágico
Único
Esse momento pleno
Em que o livro me toca
E me abre a alma
Esse instante só meu
E no entanto tão rico
Tão fértil
Eu e o livro…
Uma união
Uma comunhão
Um momento
O livro está lá
Presente
Oiço as letras correr
Atropelando as linhas
Conversando com a lua
Namorando com o sol
Vozes cruzam-se
Olhares enamoram-se
E um beijo
Cruza toda a página
Baloiço
Danço
E a minha voz
Faz eco na capa do livro
As horas passam
E eu fico
Na margem desta folha…
A professora,
Manuela Matos
sexta-feira, 13 de março de 2009
A minha Escola
A Escola E.B. 2, 3 de Vila Caiz foi o início de uma viagem através do sonho. As portas abriam-se e deixavam entrar a magia, a fantasia...
A Bela Adormecida acordava do seu sono profundo e vinha contar de novo a sua história maravilhosa.
A sala de aula mergulhava nesse mundo fantástico e as palavras dançavam e cantavam ao som de flautas mágicas. A poesia acordava a manhã e a noite descia para contar os seus segredos e os seus perfumes.
Poetas e escritores sentavam-se à mesma mesa celebrando a festa das palavras, da escrita.
Manuela Matos
A Escola E.B. 2, 3 de Vila Caiz foi o início de uma viagem através do sonho. As portas abriam-se e deixavam entrar a magia, a fantasia...
A Bela Adormecida acordava do seu sono profundo e vinha contar de novo a sua história maravilhosa.
A sala de aula mergulhava nesse mundo fantástico e as palavras dançavam e cantavam ao som de flautas mágicas. A poesia acordava a manhã e a noite descia para contar os seus segredos e os seus perfumes.
Poetas e escritores sentavam-se à mesma mesa celebrando a festa das palavras, da escrita.
Manuela Matos
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